Versões em português de hits de Neil Sedaka abasteceram os primórdios do pop rock brasileiro entre 1959 e 1960

  • 28/02/2026
(Foto: Reprodução)
Carlos Gonzaga (1924 – 2023) e Celly Campello (1942 – 2003) fizeram sucesso entre 1959 e 1960 com versões de hits de Neil Sedaka (1939 – 2026) Reproduções de capas de disco / Montagem g1 ♫ MEMÓRIA ♬ Ocorrida ontem em Los Angeles (EUA), a morte do cantor, compositor e pianista norte-americano Neil Sedaka (13 de março de 1939 – 27 de fevereiro de 2026), aos 86 anos, joga luz sobre os primórdios do pop brasileiro, do qual Sedaka foi nome incontornável por vias indiretas. Formatado inicialmente com baladas e rock-baladas de tons românticos, quase pueris, o pop nacional floresceu entre o fim dos anos 1950 e o alvorecer da década de 1980 no embalo da revolução feita por esse tal de rock’n'roll a partir de 1956, ano da explosão mundial de Elvis Presley (1935 – 1977). Nessa época seminal, versões em português dos sucessos de Neil Sedaka – geralmente feitas com letras escritas pelo compositor Fred Jorge (1928 – 1994) – abasteceram o repertório desse pop rock brasileiro dos primórdios nas vozes de cantores como Carlos Gonzaga (10 de fevereiro de 1924 – 25 de agosto de 2023), Celly Campello (18 de junho de 1942 – 4 de março de 2003) e Sérgio Murillo (2 de agoato de 1941 – 19 de fevereiro de 1992). Basta lembrar que um dos estopins desse pop pré-Jovem Guarda foi a gravação por Celly, em 1959, de “Estúpido cupido”, versão de Fred Jorge para “Stupid cupid” (Neil Sedaka e Howard Greenfield, 1958), sucesso de Sedaka no ano anterior na voz da cantora Connie Francis (1937 – 2025). “Estúpido cupido” diluiu a sofrência juvenil na batida de um rock bem pop, entronizando a cantora paulista no posto de rainha dos brotos, gíria criada para se referir aos jovens da época. No rastro desse estouro, Celly gravou em 1960 a versão de “Frankie”, música menos conhecida da parceria de Sedaka com o letrista Howard Greenfield (1936 – 1996). Já Carlos Gonzaga deu voz às versões em português dos sucessos “The diary” (“O diário”, na versão literal de 1959) e “Oh! Carol” (vertida pelo recorrente Fred Jorge em 1960), além da versão da hoje menos famosa “Little devil”, que virou “Diabinho”, na gravação de 1961, ano em que Celly Campello também gravou essa música, mas com a letra original em inglês. Como Celly no registro de “Little devil”, Sérgio Murillo gravou “Oh! Carol” no original em inglês. Irmão de Celly, Tony Campello também surfou na onda de hits de Neil Sedaka e gravou em 1960 “Sem o seu amor”, versão de “Since you've been gone” (1959), entre outras versões. Em 1962, quem entrou na onda foi o cantor Ronnie Cord (1943 – 1986) com a gravação de “Parabéns quinze anos” (com letra em português de Juvenal Fernandes) dando título a EP lançado pelo artista naquele ano. Só que, em 1962, a onda de versões em português de hits de Neil Sedaka já começara a baixar porque as músicas já não reeditavam o êxito do áureo biênio 1959 / 1960. Contudo, cabe ressaltar que, nesses dois anos, é impossível escrever a história do então seminal pop rock brasileiro sem mencionar algumas vezes o nome de Neil Sedaka.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/02/28/versoes-em-portugues-de-hits-de-neil-sedaka-abasteceram-os-primordios-do-pop-rock-brasileiro-entre-1959-e-1960.ghtml


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